Alimentação tem um papel central na saúde do cérebro!

30.11.2021

De forma direta ou indireta, consegue potenciar a sua performance ou levar ao seu declínio. Isto depende muito daquilo que cada um opta por comer. Sabe-se que uma alimentação desequilibrada vai desregular algumas funções do organismo que aumentam a probabilidade de deixar o cérebro “doente”.

Vários estudos demonstram que, aquando da ingestão de alimentos menos saudáveis, que contenham açúcares, óleo de palma ou gorduras vegetais hidrogenadas e também a falta de fibra, fazem com que a inflamação no cérebro aumente, sendo que este processo pode resultar na destruição de algumas estruturas cerebrais.

Está clara a influência que a alimentação tem na saúde deste órgão. Para manter as funções do cérebro, é necessário garantir as quantidades necessárias de antioxidantes e ómega 3. Até porque estes, além de serem capazes de bloquear os processos inflamatórios, atuam também noutras vertentes cerebrais. Assim, uma dieta rica em frutas, legumes e alho, permite reduzir a viscosidade do sangue e melhorar a irrigação dos próprios tecidos, explicam os especialistas.

Explicam também que, devido ao défice notório na população, nomeadamente nos idosos, torna-se ainda mais pertinente assegurar um bom estado nutricional da população, seja ao nível da quantidade de proteína, vitamina C, zinco, magnésio e ferro.

A American Academy of Neurlogy (ANN), divulgou um estudo que relaciona as combinações feitas entre alimentos e o risco de poder vir a desenvolver demência. As conclusões foram que, carnes processadas estavam no centro das redes alimentares das pessoas com demência.

Neste sentido, quanto à melhor dieta a implementar, a adoção da Dieta Mediterrânica é a mais consensual entre a comunidade científica, tanto na prevenção como tratamento das várias demências, sobretudo pelo seu potencial protetor. Mas há um dado importante a reter: a melhor dieta será sempre aquela que é adaptada a cada um, tendo em conta as suas necessidades nutricionais.

“Nós somos o que comemos”! Cada vez mais se reconhece a importância da alimentação na nossa saúde como um todo, na sua relação com os diferentes órgãos e suas funções. O cérebro não é exceção. Os alimentos podem ditar muito sobre um cérebro saudável, mas também podem ser o gatilho para o declínio cognitivo e, consequentemente, de um estado demencial.

Rute Oliveira

Nutricionista

CP: 4764N