26
07
2017

Óleo de Coco: “Gordura Saudável” ou apenas mais uma Moda?

O óleo de coco entrou definitivamente na moda, utilizado no famoso café “turbinado”, diz-se promover a perda de peso ou como alternativa na culinária em relação a outras gorduras.  Por outro lado, é dito prejudicial à saúde, sendo antes demais, uma gordura saturada. Afinal, quem terá razão? E os estudos, o que dizem?

O óleo de coco é um óleo de origem vegetal, extraído do coco. Este pode ser refinado quando é feito com o coco seco, ou extravirgem quando é confecionado a partir do fruto fresco, sendo este tipo o mais nutritivo.

O óleo de coco é de facto o campeão das gorduras saturadas, possuindo cerca de 85% de ácidos gordos saturados na sua composição, característica menos abonatória, apresentando uma grande diferença comparativamente com o azeite, uma das gorduras mais utilizadas, tendo este valores muito inferiores na ordem dos 14%. Em contrapartida, possui quantidades interessantes de ácidos gordos de cadeia média que possuem efeitos benéficos na perda de peso, tais como o aumento do gasto calórico, pois, aceleram o metabolismo e no controlo do apetite, diferindo dos restantes óleos vegetais. No entanto, os estudos existentes em humanos são pouco clarificadores dos reais benefícios de consumo do óleo de coco.

A maior consideração associado ao consumo de alimentos ricos em gordura saturada é a capacidade de aumentar o colesterol LDL (conhecido como o “mau” colesterol), cujas concentrações elevadas no sangue estão associadas a um maior risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares.

Assim, quando falamos de óleo de coco propriamente dito e não dos seus ácidos gordos isoladamente, as evidências científicas demonstram que esta gordura apresenta apenas uma ação antioxidante e anti-inflamatória bastante eficaz e efeitos benéficos na diminuição do perímetro da cintura e no aumento do “bom” colesterol – HDL.

Tendo em conta a escassez dos efeitos positivos comprovados e o facto de cada colher de sopa de óleo de coco possuir 110 calorias, bastante mais calórico do que a manteiga e o azeite, outras alterações no estilo de vida podem ser realizadas, tais como perder peso, prática de exercício físico, limitar a ingestão de produtos processados, ingestão moderada de bebidas alcoólicas, entre outros, ao invés de consumir óleo de coco. Idealmente, deverá ser substituído por gorduras monoinsaturas, como é o caso do azeite e do abacate.

Marta Babo Leal, 2608N