Prazos de validade: Saiba interpretar!

04.05.2021

Todos os anos em Portugal são desperdiçados centenas de quilos de comida que podiam ser consumidos. De modo a evitar este desperdício, podemos começar por ter cuidados em casa (antes de ir às compras) como por exemplo:

 

– Armazenar: verificando o que se tem na despensa e organizando os produtos tendo em atenção os prazos de validade. Isto leva, posteriormente, a um planeamento do seu consumo para breve, de modo a evitar o desperdício;

– Elaborar uma lista de compras: comprando apenas o necessário e evitando muitas deslocações ao supermercado;

– Planear refeições: isso fará com que tenha uma maior noção do que irá necessitar.

No momento da ida ao supermercado:

– Cumprir à risca a lista de compras elaborada;

– Ter em atenção aos prazos de validade: optando por alimentos com uma durabilidade maior. No caso dos alimentos cuja validade está a chegar ao fim, prolonguem-lhes a vida, congelando-os. O frio vai conservá-los.

 

Posto isto, sabe-se que uma das maiores causas do desperdício alimentar é a falta de capacidade para interpretar o prazo de validade de produtos alimentares. A lei determina que exista uma data de durabilidade mínima ou data-limite de consumo nos alimentos. Antes da data deve vir a menção “Consumir de preferência antes de…” ou “Consumir até…”.

 

Relativamente à data de consumo preferencial, a expressão “Consumir de preferência até…” significa que o produto pode ser consumido mesmo tendo ultrapassado o prazo, sem risco de intoxicação alimentar. A expressão indica apenas a data até à qual as marcas asseguram a qualidade máxima do produto. Esta data não está relacionada com a segurança alimentar. É o caso dos bens alimentares menos perecíveis, como conservas, congelados, cereais, massa, chá, café, entre outros.

 

No que toca ao prazo limite de consumo, quando um produto contém a expressão “Consumir até”, isto significa que é um produto que se estraga rapidamente, e que o prazo de validade é um aviso ao consumidor, que indica que o produto alimentar já não estará próprio para consumo e poderá apresentar riscos para a saúde do consumidor. Temos como exemplos bens alimentares muito perecíveis, como as carnes de vaca, de porco e de aves e os peixes frescos ou a fruta e os legumes já cortados.

 

De modo a pouparmos em casa e pouparmos no ambiente, conseguirmos interpretar os prazos de validade fará a diferença, pois num dos casos o fim do prazo de validade não implica um risco para a saúde.

 

 

Rute Oliveira

CP 3146NE